A nossa imagem do tempo de lazer significa inação: deitar na praia, passear de carro por uma bela paisagem, ou comer bombons enquanto se vê tevê.
De acordo com a pirâmide motivacional de Maslow, um psicólogo clássico, a maior necessidade humana, a auto-realização, só pode ser alcançada quando as necessidades básicas estão atingidas, como por exemplo a necessidade de movimento, de comer e de dormir. Só a partir daí passam a predominar as necessidades do ser.
O interessantemente é que o exercício é mais complexo, pois pode ser uma necessidade básica e simultaneamente uma necessidade que leva à transformação, à superação pessoal, à auto-descoberta. Se o exercício não for visto como parte do nosso dia-a-dia, é-lhe atribuído o sentido de que é suficiente uma prática ocasional e esporádica. Será que se dormirmos 10 horas seguidas num determinado dia, ficaremos perfeitamente descansados sem ter necessidade de dormir nos 2 meses seguintes?
Se pensar na atividade física como obrigatória, então deixa de ser divertida e de dar prazer, quando inerentemente é as duas coisas. Decidiu-se tacitamente que o exercício tinha de ser exaustivo. Mas tal não é verdade. O exercício deve ser praticado de modo regular, como 30 minutos ou mais por dia, com intensidade moderada, e de preferência orientado por um especialista em prescrição de exercício.
Atualmente os especialistas são muito mais do que antigos praticantes. São pessoas com conhecimento especializado sobre a influência do exercício no funcionamento humano, tanto a nível biológico, como psicológico e sociológico. Além disso, é fundamental que haja uma otimização dos comportamentos rotineiros diários, como sejam os hábitos alimentares e o tempo que se passa sentado.
Os benefícios deste tipo de programas são notórios. Por um lado, a nível biológico, diminui o risco de doenças cardiovasculares, o risco de desenvolver diabetes (especialmente do tipo II), de ter uma tensão arterial elevada, de desenvolver cancro do cólon, de morte prematura, etc.
Por outro lado, ajuda a controlar o peso, de modo a que não se tenha as doenças de comer em excesso, como é a obesidade, para além de fortalecer os ossos, os músculos e as articulações, melhorar a qualidade do sono, bem como a capacidade de fixação do oxigênio, além de aumentar a mobilidade e a autonomia dos cidadãos seniores.
A nível psicológico diminui os estados de depressão e de ansiedade, aumenta a nossa sensação de bem-estar e de controlo (equilíbrio), além de reagirmos menos ao estresse, de aumentarmos a nossa imagem corporal e a nossa auto-estima. Além destes benefícios já amplamente estudados e comprovados cientificamente, o exercício tem também repercussões a nível ambiental.
O fato de andarmos mais a pé ou de bicicleta contribui para um ambiente menos poluído, permite que se preservem os espaços
Fonte: Fitness Brasil